Personal Recordings

by Guillermo Alonso Iriarte

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about

Y en todos los casos, aquello sobre lo que tales compositores basaban su inspiración no era «excesivamente» valorado, como ahora no lo es el rock-pop entre nuestro público de conciertos.
Quiero decir, los artistas flamencos del concurso de Granada de 1922 no gozaban del predicamento de sus colegas actuales; el jazz es hoy día un género de culto, pero Cortázar no escribió Rayuela en 1865, ni en Alabama o en la Georgia algodonera; las marchas militares del ejército napoleónico no se oían en el Austerlitz de 1805 con especial deleite…
Así que cuando se dice que asistimos a un «embrutecimiento» de la sensibilidad artística merced a la música amplificada de condición urbana, lo que bien puede suceder es que nos falte la perspectiva histórica para valorar el contexto.
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In every case the music on which these composers based their inspiration was not «very highly» valued, as today rock-pop is not valued by our classical music audiences.
What I mean to say is that the Flamenco artists who participated in the 1922 Granada competition did not enjoy the prestige their colleagues do today; that today jazz is considered a cultivated genre, but Cortázar did not write Rayuela in 1865 or on the cotton plantations of Georgia or Alabama; that in Austerlitz in 1805 the military marches of Napoleon’s army were not perceived with particular delight…
So when we hear that we are experiencing a «numbing» of our artistic sensibilities thanks to the amplified music of urban condition, it is possible that we lack a historical perspective to analyze the context.

credits

released November 2, 2012

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about

Guillermo Alonso Iriarte Cáceres‎, Spain

Pianista formado por Ramón Coll, Josep Colom y Rosalyn Tureck. Durante los años en que su dedicación a la enseñanza le liberó de dar conciertos, comenzó a componer gracias a los ánimos de Leandro Lorrio, Xavier Montsalvatge y Suzanne Ciani. Encontrar a Maria João Pires transformó la escala de valores que regía su vida, tal es la revolución que conlleva la enseñanza de esta gran artista y maestra. ... more

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Track Name: Espejos reflejando Ecos - Preludio
(Aviso SOLO para músicos: esta obra explora frases retrogradadas que aportan al discurso narratividad, por medio de algunas inversiones que permiten al mismo tiempo su aumentación...)
Track Name: Cancioncilla del primer deseo / Lorca & Iriarte
En la mañana verde,
quería ser corazón.
Corazón.

Y en la tarde madura
quería ser ruiseñor.
Ruiseñor.

¡Alma,
ponte color naranja!
¡Alma,
ponte color de amor!

En la mañana viva,
yo quería ser yo.
Corazón.

Y en la tarde caída
quería ser mi voz.
Ruiseñor.
Track Name: Dobre / Pessoa & Iriarte
Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão

Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.

Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;

Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.

Fernando Pessoa, no "Cancioneiro"
Track Name: Cinco Horas / Sá-Carneiro & Iriarte
Minha mesa no Café,
Quero-lhe tanto... A garrida
Toda de pedra brunida
Que linda e que fresca é!

Um sifão verde no meio
E, ao seu lado, a fosforeira
Diante ao meu copo cheio
Duma bebida ligeira.

(Eu bani sempre os licores
Que acho pouco ornamentais:
Os xaropes têm cores
Mais vivas e mais brutais).

Sobre ela posso escrever
Os meus versos prateados,
Com estranheza dos criados
Que me olham sem perceber...

Sobre ela descanso os braços
Numa atitude alheada,
Buscando pelo ar os traços
Da minha vida passada.

Ou acendo cigarros,
- Pois há um ano que fumo -
Imaginário presumo
Os meus enredos bizarros.

(E se acaso em minha frente
Uma linda mulher brilha,
O fumo da cigarrilha
Vai beijá-la, claramente...)

Um novo freguês que entra
É novo actor no tablado,
Que o meu olhar fatigado
Nele outro enredo concentra.

E o carmim daquela boca
Que ao fundo descubro, triste,
Na minha ideia persiste
E nunca mais se desloca.

Cinge tais futilidades
A minha recordação,
E destes vislumbres são
As minhas maiores saudades...

(Que história de Oiro tão bela
Na minha vida abortou:
Eu fui herói de novela
Que autor nenhum empregou...).

Nos cafés espero a vida
Que nunca vem ter comigo:
- Não me faz nenhum castigo,
Que o tempo passe em corrida.

Passar tempo é o meu fito,
Ideal que só me resta:
P'ra mim não há melhor festa,
Nem mais nada acho bonito.

- Cafés da minha preguiça,
Sois hoje - que galardão! -
Todo o meu campo de acção
E toda a minha cobiça.



Mário de Sá-Carneiro
Track Name: Mar. Manhã / Pessoa & Iriarte
Suavemente grande avança
Cheia de sol a onda do mar;
Pausadamente se balança,
E desce como a descansar.

Tão lenta e longa que parece
De uma criança de Titã
O glauco seio que adormece,
Arfando à brisa da manhã.

Parece ser um ente apenas
Este correr da onda do mar
Como uma cobra que em serenas
Dobras se alongue a colear.

Unido e vasto e interminável
No são sossego azul do sol,
Arfa com um mover-se estável
O oceano ébrio de arrebol.

E a minha sensação é nula,
Quer de prazer, quer de pesar...
Ébria. de alheia a mim ondula
Na onda lúcida do mar.

Fernando Pessoa
Track Name: Sopra o vento / Pessoa & Iriarte
Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora;
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora.

Há uma íntima intenção
Que tumultua em meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer;

Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual.

Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores.

Fernando Pessoa
Track Name: Rosas / Espanca & Iriarte
Rosa! És a flor mais bela e mais gentil!
Entre as flores que a natureza encerra!
Bendito sejas tu, Ó mês de Abril
Que de rosas inundas toda a terra!

Brancas, vermelhas ou da cor sombria
Do desespero e do pezar mais fundo,
Sois símbolo d'amor e d'alegria,
Vós sois a obra-prima deste mundo!

Ao ver-vos tão bonitas e mimosas,
Esqueço a minha dor, minha saudade,
P'ra só vos contemplar, ó orgulhosas!

Eu abençoo então a Natureza
E curvo-me ante vós com humildade,
Ó rainhas da graça e da beleza!


Florbela Espanca

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